• Jorge Mota

Ford Puma 2020





Um em cada cinco novos Ford vendidos na Europa é um SUV ou Crossover compacto, tendência que não pára de aumentar e que leva a marca norte-americana a apostar cada vez mais nesta classe de veículos. A prova disso é que decidiu recuperar o nome de um antigo coupé e dar-lhe nova vida num corpo de crossover urbano. O novo Puma é o mais jovem elemento de uma família SUV que não pára de crescer (Fiesta Active, Focus Active, EcoSport, Kuga, Edge e o novo Explorer Plug-In Hybrid) e tem nas suas dimensões compactas um dos seus maiores trunfos, pois as formas contidas colocam-no a disputar um dos segmentos mais concorridos (B) e o que mais cresce.

Para garantir que entra nesta “guerra” com hipóteses de ganhar clientes, a marca foi buscar a plataforma que serve o Fiesta e montou sobre ela uma carroçaria de linhas estilizadas e agressivas, como fica bem num modelo que pretende incutir a ideia de uma maior “robustez”.




No interior, as diferenças para o utilitário são tão subtis que só um olhar muito atento e algumas dicas ajudam a descortinar as mesmas. Mas a Ford faz questão de salientar o que o Puma tem o que e mais ninguém oferece neste segmento: caso dos bancos com massagem lombar e a abertura mãos-livres do porta malas. E é precisamente lá atrás que se encontra um dos maiores argumentos deste pequeno SUV – uma grande mala. É mesmo, de acordo com a marca, a melhor bagageira da classe (456 litros), trunfo a que alia uma série de soluções de arrumação que facilitam o acondicionamento da carga.

A lista de equipamento é extensa e inclui funcionalidades que não são habituais em modelos desta bitola.





Desde logo, por apostar na segurança e na assistência à condução com a integração de 12 sensores ultrassónicos, três radares e duas câmaras. Este arsenal, combinado com cruise control adaptaivo com função Stop & Go, sistema de reconhecimento de sinais de trânsito e com a função de centragem do veículo na sua faixa, oferece outra tranquilidade e segurança ao condutor. Outra estreia, desta feita num Ford do segmento B, reside na câmara traseira que oferece uma visão de 180 graus.





No lançamento, que ocorrerá em Portugal em Janeiro do próximo ano, o Puma irá propor duas versões do tricilíndrico 1.0, uma com 125 cv ( emissões de CO2 de 131 g/km e consumo de combustível de 5,8 l/100km) e uma segunda com 155 cv.  Ambas recorrem à tecnologia mild hybrid, que combina o motor a gasolina com a assistência eléctrica do binário por via de um sistema a 48V. Mais tarde, juntar-se-á à gama um diesel com transmissão automática de sete relações e dupla embraiagem.





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